Às vezes, a natureza parece esquecer suas próprias regras.
A Eudaemonia argus é uma mariposa africana da família Saturniidae. O que imediatamente a distingue são suas extraordinárias asas posteriores, prolongadas em caudas muito longas e delicadas. Sua silhueta é tão incomum que parece pertencer tanto à imaginação quanto ao mundo natural.
Na Coleção Selene, a Argus encontra Manoel de Barros. Em sua obra, a natureza não é apenas observada: ela é reinventada pela linguagem. Insetos, águas, pedras, pássaros e tudo aquilo que poderia parecer pequeno ou desimportante encontra espaço para se tornar extraordinário.
“Prezo insetos mais que aviões.”
— Manoel de Barros, O apanhador de desperdícios, em Memórias Inventadas: A Infância (2003).
Talvez seja justamente aí que os dois se encontrem: na capacidade de fazer o mundo parecer novamente estranho e maravilhoso.
A Presilha Argus traduz esse encantamento pelo improvável em uma peça de caudas alongadas e movimento delicado, feita à mão e inspirada em Eudaemonia argus.